Operação Prelim - O Raid de Pebble Island - Falklands - 1982


Pebble Island é uma estreita faixa de terra com menos de 16 quilômetros de comprimento, fica ao norte de West Falkland e, em 1982, tinha cerca de 25 habitantes (inclusive crianças). Esses colonos estavam bem envolvidos principalmente com a criação de suas mais de 25.000 ovelhas. Mas tudo iria mudar com a invasão argentina das Falklands. Em Pebble Island havia uma pista de pouso, ou mais precisamente, quatro, três de grama e uma outra na praia. A pista de pouso principal tinha 600m de comprimento e as outras duas 400m.

A Estacion Aeronaval de Calderón
Como resultado da invasão, no dia 24 de Abril, foi instalada a Estacion Aeronaval de Calderón. Os galpões de tosquia de ovelhas e outros prédios foram requisitados pelos argentinos que lá chegaram e um Skyvan vindo do aeroporto de Port Stanley foi usado para trazer pessoal e equipamentos.No que era típico do período, os elementos navais e da Força Aérea (FAA) das forças armadas argentinas discordaram entre si, de modo que o pessoal da FAA foi para Goose Green e a força naval permaneceu em Pebble Island. Para proteger a pista de pouso, o 1º Pelotão da Companhia H do Batallón de Infantería de Marina Número 3, sob o comando do Teniente de Navio Dn. Ricardo Marenga, foi aquartelado no local. O pequeno navio do Governo das Ilhas Falklands, o Forrester, foi usado para trazer combustível, munição e outros suprimentos. Nos próximos dias, um esquadrão de aeronaves leves de treinamento e ataque ao solo T-34C-1 Turbo Mentor, pertencentes à 4ª Esquadrilha de Ataque chegou. No total, havia aproximadamente 150 argentinos aquartelados na pequena Base Aeronaval de Calderon.

Após os ataques a Goose Green em 1º de Maio, as aeronaves leves de ataque ao solo FMA IA 58 Pucará do Grupo 3 de Ataque da Força Aérea argentina foram transferidos para a Ilha de Pebble, embora alguns dias depois a pista estava inundada por fortes chuvas. Depois de uma forte geada no dia 7, os T-34 realizaram uma patrulha armada. O mau tempo e as condições da pista dificutavam constantemente as operações, mesmo assim o reconhecimento armado realizado por esses aviões poderia comprometer as manobras da Marinha Real antes dos desembarques planejados nas Falklands e até mesmo os próprios desembarques.

O estabelecimento da Estacion Aeronaval de Calderón e as patrulhas que partiam dali não ficaram despercebidas das forças britânicas e, portanto, foram feitos planos para lidar com esse alvo inimigo. Porém a proximidade da pista de pouso com o pequeno povoado civil de colonos excluiu a opção de um ataque aéreo por parte dos Harriers. Como resultado, coube aos homens do 22 SAS ("Special Air Service") conduzir a missão de ataque.

Segundo o plano original, era prevista uma infiltração por helicópteros Sea Kings HC.4 de homens do Esquadrão D do 22 SAS a partir do porta-aviões HMS Hermes. A tropa de assalto destruiria as aeronaves no campo de pouso e o radar, além de eliminarem a tripulação das aeronaves, o pessoal de apoio e neutralizarem a guarnição de proteção inimiga antes da exfiltração de helicóptero, retornando ao convés do porta-aviões ainda antes do amanhecer. Essa operação teria o codinome de "Prelim".

O Major Cedric Norman George Delves, comandante do Esquadrão D, e seus homens, todos embarcados no HMS Hermes, estavam prontos para ​ eliminar essa ameaça. Eles teriam o apoio naval da fragata HMS Broadsword Tipe 22, escolta defensiva do HMS Hermes, e do destróier HMS Glamorgan, da Classe County que iria fornecer suporte de fogo naval com seu canhão Mark 6 de 4,5 polegadas. Quem coordenaria o fogo naval seria o Capitão Chris Brown, da 148 Battery (Meiktila) do 29 Commando Regiment da Royal Artillery. Esse mesmo oficial já tinha realizado pequenas façanhas, se destacando na recaptura da ilha Geórgia do Sul, ele funcionária como Naval Gunfire Support Forward Observer (NGSFO), e seria o responsável pela coordenação do suporte se fogo naval. O Capitão Brown também acompanharia a força de assalto. Quem iria junto também seria o Tenente-Comandante da Royal Navy Roger Edwards, ele era o comandante das tropas de desembarque e foi anexado ao Esquadrão D do SAS durante a Campanha nas Falklands como RNLO (Royal Navy Liaison Officer). Como Oficial de Ligação o Tenente-Comandante Roger Edwards ajudaria na avaliação da área de operação durante a fase de planejamento e no solo seria o guia e o contato da Tropa Aérea com a aldeia de colonos próxima a pista de pouso. Ele deveria contactar com os colonos para prover segurança para eles e evitar baixas na população civil devido ao fogo cruzado.

Esse oficial conhecia bem as Falklands e muitos dos seus habitantes. Sua esposa Norma era uma britânica nativa daquelas ilhas e ele chegou ali em 1973 a bordo do navio patrulha HMS Endurance. Ele e a esposa viajaram bastante por lá, especialmente na região Norte e na Península Pebble onde a esposa tinha parentes. Na verdade Roger Edwards ao ser anexado ao Esquadrão D participou da retomada da Geórgia do Sul, da invasão a Pebble Island e das batalhas de Goose Green, Mount Kent e Beagle Ridge. Após a guerra ele anos depois se tornou governador das Falklands por três mandatos.

O reconhecimento do ataque seria realizado pelo pessoal da Tropa de Barcos (Tropa 17)
do Esquadrão D. Foi decidido por uma infiltração helicópteros Sea King HC.4 e depois por canoas Klepper.

Sua missão era:
- Reconhecer uma zona de desembarque para os helicóptero da força de assalto, localizada uma zona cega para radares localizados em Port Stanley e na própria Pebble Island.
- Estabelecer uma zona de reagrupamento, de assentamento para o morteiro de 81mm e estabelecer uma rota até a pista de pouso.
- Reconhecer a área do aeródromo e do povoado.
- Estudo das patrulhas e das defesas argentina, situação das armas de apoio e especialmente a capacidade da defesa antiaéreas.

Na madrugada de 12 de Maio, dois helicópteros Sea King HC.4 transportaram uma equipe de oito homens da Tropa de Barcos até a Ilha Keppel, ao Sul da extremidade ocidental de Pebble Island. As aeronaves pousaram entre o monte Keppel e Cove Hill, em Purvis Bay, com os tripulantes atentos à movimentação das forças argentinas em Pebble Island. Como já dito os oito homens haviam sido infiltrados para fazer o reconhecimento da região antes do assalto da força principal ao aerodromo. Eles iriam para Deep Ferny Valley para montar um Posto de Observação e vigiar a pista de pouso. Além de seus quatro caiaques Klepper, eles transportavam todo o seu equipamento, e se deslocaram por terra até um ponto perto da pista abandonada no extremo oriental da ilha Keppel. Ali foi estabelecido um Ponto de Observação para monitorar o movimento das tropas argentinas em Pebble, particularmente na área em que pretendiam atravessar com seus caiaques.

 

Um PO nas Falklands.  

Forças de elite britânicas em um Posto de Observação nas Ilhas Falklands.

Permaneceram ali durante vinte e quatro horas de vigília, antes de prosseguirem sua viagem de canoa na noite de 13 de maio através do perigoso estreito de Keppel. A corrente e as marés neste trecho de água eram extremamente perigosas, mas a equipe tinha sido bem informada e evitou os trechos mais difíceis. Imediatamente após o desembarque em Pebble Island, uma equipe de dois homens avançou quase a metade do comprimento da ilha até o monte First, do qual podia se ter uma vista privilegiada da pista de pouso e da aldeia onde moravam os civis britânicos.

Através de um novo Posto de Observação foi realizada uma vigilância detalhada que localizou os depósitos de munição e de combustível, bem como a posição de um importante equipamento de radar, que poderia detectar qualquer tentativa de uma aproximação furtiva da Força-Tarefa Britânica. O radar e as aeronaves em Pebble Island representavam uma séria ameaça e tinham que ser eliminados por se encontrarem próximos às rotas de aproximação dos navios de transporte da Royal Navy até as áreas de desembarque pretendidas pelos britânicos.

O vento tinha aumentado durante o dia de 14 de Maio e como o planejamento previa que a força principal para atacar o aeródromo seria desembarcada por helicópteros havia uma preocupação geral sobre a capacidade dos Sea King HC.4 para operarem a longa distância e com fortes ventos. Os Sea King HC.4 podiam transportar 27 soldados e tinham um alcance de 240km.

O porta-aviões HMS Hermes, o destróier HMS Glamorgan e a fragata HMS Broadsword aproximaram-se de Pebble Island vindos do Norte quando a escuridão caiu na noite de 14 de Maio, mas o sistema de mísseis Sea Wolf da fragata Broadsword, que era a única defesa aérea de longo alcance para o grupo, apresentou defeito. O HMS Broadsword ficou mais para trás da linha de avanço, sob condições de tempo terríveis enquanto sua tripulação tentava consertar aquele sistema vital.

O HMS Glamorgan lentamente se posicionou a apenas sete milhas da costa de Pebble para fornecer apoio naval de artilharia e o incrivelmente valioso mas também muito vulnerável HMS Hermes ficou a menos de quarenta milhas da costa, muito mais perto do que o planejado, para dar aos quatro helicópteros Sea King HC.4 do 846º Squadron uma chance de vencer os fortes ventos e desembarcar os operadores do SAS da força de ataque.

Na manhã de 14 de maio, o Capitão Timothy William Burls que comandava a equipe de reconhecimento enviou uma mensagem Morse codificada de volta à frota: “Onze aeronaves, repito onze aeronaves. Acredito ser aeronaves de verdade. Esquadrão de ataque hoje à noite.” Sendo assim um ataque à Pebble Island acabara de receber a luz verde.

Um dos IA 58A Pucará argentinos baseados nas Falklands

A noite de 14 de Maio foi difícil. As fortes ondas sacudiram violentamente o convés de vôo de Hermes, onde os soldados da SAS estavam amontoados. Enquanto esperavam os três Sea Kings que os levariam, os homens fizeram ajustes finais nos seus equipamentos. Eles levariam várias metralhadoras L7A2 General Purpose Machine Gun (GPMGs) de 7,62 mm, um lançador de foguetes Light Anti-tank Weapons (LAW) L1A1 de 66mm, cargas de explosivos plásticos C4 (para as aeronaves e o radar) e um morteiro L16 de 81mm (com 100 projéteis). Essas armas iriam fornecer mais poder de fogo a força de ataque. Cada operador estaria armado com fuzil M-16A1 de 5,56 mm, alguns com lançadores de granadas M203 de 40mm. Quem não estivesse com o M-16 estaria levando uma GPMG. Eles também levaram granadas de fósforo branco e de fragmentação, além de pistolas FN Browning Hi Power de 9mm. Nas mochilas eram levados óculos de visão noturna, munição, roupas secas e rações para três dias. Cada homem carregava uma mochila com 23kg e um arnês pesando 14kg. Além disso, cada homem carregava de 400 a 600 cartuchos de munição para as metralhadoras, além de um contêiner plástico com dois projéteis de morteiro - um altamente explosivo e um de fósforo branco. Cada contêiner pesava 8kg.

M-16A1 de 5.56mm - Uma das armas mais usadas pelos homens do SAS

Os três Sea King HC.4 emergiram do estômago do navio. Eles seriam pilotados pelos experientes homens do Esquadrão 846, equipados com um dispositivo bastante novo para época: óculos de visão noturna. Como o tempo era essencial, os soldados embarcaram rapidamente nos helicópteros. Mas um mau funcionamento mecânico em um dos Sea Kings causou um atraso adicional de uma hora.

Eventualmente, as pás do rotor metálico dos Sea Kings rugiram em vida. Eles voaram em condições de escuridão; nível do mar alto e quase abraçando as ondas para evitar a detecção pelo radar inimigo. Seus motores haviam sido abafados por arranjos prévios, para não alertar as sentinelas argentinas - se de fato houvesse alguma delas disciplinada o suficiente para enfrentar o terrível clima e manter o seu posto. O maior ataque do SAS desde a Segunda Guerra Mundial havia começado. A viagem foi curta, mas turbulenta.

Os homens da equipe de reconhecimento demarcaram as zonas de desembarque para os helicópteros que iriam transportar os 42 homens do Esquadrão D, além do Major Delves, o Capitão Brown (NGSFO) e o Tenente Comandante Edwards da Royal Navy.

A força do Esquadrão D estava assim dividida:
- Equipe de Reconhecimento - Tropa de Barcos (Tropa 17): Iria atuar como guia e dariam proteção na retira.
- Equipe de Comando: Dirigir a operação e manter o contato com o QG. Seria acrescentada do NGSFO.
- Equipe de Assalto - Tropa de Mobilidade (Tropa 18): Atacar as aeronaves, suas tripulações e o pessoal de apoio.
- Equipe de Apoio: Operar o morteiro de 81mm, transporte de munição e prover segurança próxima.
- Equipe de Reserva - Tropa de Montanha (Tropa 19): Estaria posicionada ao lado da Equipe de Apoio, e seria acionada em qualquer necessidade.
- Equipe de Cobertura - Tropa Aérea (Tropa 16): Ficaria na interposição entre o povoado e a guarnição argentina. Seria acrescida do RNLO.

O Ataque

Cuidadosamente, os helicópteros aterrissaram no ponto combinado, Phillips Cove, a 8 km da base aérea. Os operadores desembarcaram rapidamente e estabeleceram um perímetro de segurança de 360 ​​graus. A paisagem inexpressiva foi envolvida por uma névoa estranha. A turfa encharcada sob os pés dificultava o movimento - especialmente com todo o equipamento que eles estavam transando.

Eles imediatamente fizeram contato com a equipe de reconhecimento. Depois de receberem um resumo de quinze minutos dado pelo Capitão Burls
encarregado da equipe de reconhecimento, eles começaram a se mover. Devido os atrasos com os helicópteros eles abandonaram o plano original e iriam se concentrar nas aeronaves e no radar apenas. A eliminação da tripulação das aeronaves, do pessoal de apoio e da guarnição de fuzileiros navais seria abandonada.

O Major Delves e o Capitão Brown, se posicionariam em um ponto entre a vila dos colonos e o extremo leste do campo de aviação, mantendo contato com todas as tropas envolvidas no operação, o QG NO HMS Hermes e com o HMS Glamorgan para o apoio de fogo. Houveram contratempos também no avanço até as posições a serem tomadas. Um operador do SAS, ao pular uma cerca deixou cair o seu rifle em uma lagoa com vegetação abundante, depois de uma busca apressada, a arma continuou desaparecida e com a falta de tempo eles decidiram continuar a marchar e desistir da arma. Um novo incidente aumentou o atraso já acumulado quando um dos homens se perdeu e ele só foi encontrado tempos depois através de contato por rádio. No meio da escuridão completa a Tropa de Mobilidade, que destruiria as aeronaves, se perdeu. Na verdade essa tropa não tinha um "guia". O tempo estava acabando e toda a operação estava na balança.

Porém tal contingência, no entanto, havia sido considerada durante a sessão de planejamento, e a Tropa de Montanha, comandada pelo Capitão Gavin Hamilton, 29 anos, - que liderou a patrulha da Geleira Fortuna na Geórgia do Sul e que estava destinado a desempenhar um papel heróico no final da guerra - foi imediatamente transferida para assumir o papel de força de ataque e demolição das aeronaves. A Tropa de Mobilidade, uma vez que encontrassem seu caminho, ficaria na reserva, como de fato ficou.

Felizmente na aproximação dois fatores foram favoráveis aos britânicos. O vento lhes era contrário então o barulho da movimentação de mais de 40 homens e o cheiro dos soldados não foram detectados nem por cães e nem pelas patrulhas argentinas. Para completar o encarregado civil do povoado "esqueceu" (será?) de desligar ogrupo gerador que iluminava todo o local, facilitando assim a sua localização.

Logo a força de ataque chegou ao ponto de preparação. A equipe de morteiro plantou seu tubo de posição determinada e foi definida uma posição de tiro para as GPMGs às 06:10. Cada soldado que passava ali deixava seus projéteis de morteiro e cintos de munição para uso dos elementos do fogo de apoio.

A aproximação prematura do amanhecer levou o Major Delves a sinalizar o ataque. Às 07:19, o destróier HMS Glamorgan, guiado pelo NGSFO, Capitão Brown, começou a disparar seus projéteis de 4,5 polegadas na posição argentina, na borda Oeste da pista para proporcionar uma diversão e atrair a atenção das forças argentinas para lá. Logo depois, o ataque principal começou.

O bombardeio do HMS Glamorgan e o estrondosos tiros das GPMGs e do morteiro de 81mm do SAS privaram os argentinos de qualquer reação efetiva. De fato, durante todo o ataque, a resposta argentina foi notável por sua ausência. Em meio ao caos do bombardeio, a Tropa de Montanha agora dividida em duas equipes de sete homens, avançou em direção as aeronaves que estavam bem dispersas na pista de pouso. Cuidadosamente, eles colocaram as cargas de explosivos plásticos nas fuselagens das aeronaves, especialmente nos trens de pouso dianteiros dos Pucarás.

Os Pucarás eram tão altos do chão que os homens do SAS tiveram que realizar acrobacias para subir neles. Ao se aproximarem de cada avião, um operador dava ao outro um apoio para o companheiro subir na asa. Uma vez lá em cima, ele se inclinava e puxava o outro cara para se juntar a ele em cima da asa, lá eles destruíam os painéis das aeronaves e arrancavam seus cabos também. O Skyvan não foi um problema. Os T-34C-1 Turbo Mentors eram muito pequenos e fáceis de atacar.

Seqüência do ataque as aeronaves argentinas

Com um estrondo ensurdecedor, as cargas explosivas foram detonadas. As carcaças metálicas fumegantes das aeronaves foram varridas por metralhadoras e foguetes anti-tanques. Na verdade todas as aeronaves foram destruídas com a mesma intensidade e extensão de danos para impedir que os argentinos consertassem algumas delas canibalizando peças dos destroços das restantes. Porém o tempo estava acabando. O ataque estava planejado para durar quinze minutos. Mas a abundância de alvos e a fome de ação dos soldados do SAS fizeram dele um banquete de quarenta e cinco minutos. O Major Delves teve que disparar repetidamente o sinal verde de retirada antes que todos voltassem. Eles fizeram uma contagem rápida de cabeças e foram para o ponto de extração.

Na retirada, a força de assalto sofreu suas únicas três baixas: O cabo Davy da Tropa de Montanha foi atingido por um estilhaço de granada de 40 mm na perna, o cabo Banker foi ferido por uma carga explosiva argentina e o cabo Raymond Ernest Armstrong, 24 anos, foi ferido por um pedaço de mina terrestre controlada por rádio, quando ele estava em cima de um avião de Pucará. Os ferimentos do cabo Amstrong em uma de suas pernas foram os mais sérios e ele foi prontamente atendido pelo Comandante de uma das equipes o Primeiro Sargento Philip Preston Currass, 34 anos. Os feridos foram evacuados e escoltados até a posição do morteiro pelos homens da Equipe de Reconhecimento.

Além disso, um oficial argentino, possivelmente o Tenente Marenga, tentou organizar um contra-ataque. Esse oficial que reagrupava as tropas argentinas foi identificado e prontamente neutralizado com um tiro, e o contra-ataque diminuiu quase imediatamente. Os britânicos acreditam que o oficial argentino foi morto.

No momento em que atingiram o ponto de extração, as formas dos quatro Sea Kings se materializaram na densa névoa. Eles embarcaram rapidamente e os helicópteros voaram para o HMS Hermes que os aguardava. Quando aterrissaram, os primeiros raios de sol começaram a penetrar nas nuvens. Eles saíram bem a tempo. Um café da manhã inglês e bebidas quentes os aguardavam. O ataque foi um sucesso completo.

O resultado do ataque do SAS contra a aeronaves argentinas em Pebble.

Na verdade, foi uma missão clássica do SAS, remanescente dos ataques do Regimento no Norte da África durante a Segunda Guerra Mundial - onde seus antecessores destruíram mais aeronaves no solo do que a Real Força Aérea. A munição da base aérea e o depósito de combustível foram totalmente destruídos. A instalação do radar era uma pilha de ruínas fumegantes. O SAS destruiu seis IA-58 Pucarás do Grupo de Aviação Nº 3 (de numeração (A-502, A-520, A-523, A-526, A-529 e A-552), quatro T-34 Turbo Mentor do Esquadrão Nº 4 da Aviação Naval Argentina (de numeração A-401, A-408, A-411 e A-412),
e um transporte Shorts Skyvan da Guarda Costeira (PA-50).

Sem o perigo iminente da base aérea de Pebble Island, os desembarques britânicos poderiam prosseguir com segurança. Bem antes que as botas dos Paras e dos Reais Fuzileiros Navais chegassem ao solo encharcado das Falklands, o maior ataque do SAS desde a Segunda Guerra Mundial havia acontecido e preparado o caminho para eles.

Capitão John Hamilton da Tropa de Montanha do Esquadrão D

Em 19 de Maio, a pista foi atacada por um Harrier e novamente por três Harriers GR.3 no dia 23 de Maio. No dia 5 de Junho, um bombeiro britânico descobriu o que se pensava ser dois novos Pucarás em Pebble Island, um novo ataque aéreo foi desfechado. Essas aeronaves não eram novas e não podiam ser reparadas.

Até o dia 23 de Maio, 300m da pista foi reparado e estava disponível. No dia 28 de Maio, um Twin Otter evacuou o pessoal argentino ferido e, no dia 1º de Junho, dois Sea Kings argentinos (2-H-233 e 2-H-234) evacuaram outro pessoal da Armada de volta ao continente. O pessoal argentino da pista de foram evacuados para Port Stanley no dia 14 de Julho.

Infelizmente o Capitão John Hamilton da Tropa de Montanha do Esquadrão D foi tragicamente morto em 10 de Junho de 1982, enquanto controlava tiros navais de uma posição que dava para uma guarnição argentina de 800 soldados. Rodeado, Hamilton foi morto enquanto cobria um soldado que escapou através das linhas argentinas e acabou sendo preso. Hamilton recebeu a Cruz Militar, e sua citação mencionou sua “extraordinária determinação e caráter, sua vontade extraordinária de lutar, apesar das probabilidades sem esperança e sofrendo feridas”. Apenas quatro dias depois, as forças argentinas nas ilhas se renderam ao Maj. General Jeremy Moore e a Union Jack foi hasteada nas Falklands.

Outra tragédia que atingiu o Esquadrão D foi a queda de um Sea King HC.4 no dia 19 de Maio de 1982 no qual morreram 21 pessoas, dessas 18 eram homens deste Esquadrão, inclusive o Cabo Armstrong e o Primeiro Sargento Currass.

Até os dias de hoje a pista de pouso em Pebble Island ainda é usada pelos colonos britânicos, assim como a faixa de areia em Elephant Beach.

Major Cedric Norman George Delves (esquerda), comandante do Esquadrão D

após a Guerra das Falklands diante de um dos Pucarás que ajudou a destruir.

 

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