Perfil da Unidade

Legião Estrangeira Francesa - Légion étrangère

PARTE II


A Legião Estrangeira hoje em dia
Como parte integrante do Exército, a Legião Estrangeira é uma tropa regular, profissional, dotada com os mesmos equipamentos e materiais, amparada pelas mesmas estruturas, chamada a obedecer aos mesmos regulamentos e a efetuar as mesmas missões que as demais unidades regulares de Infantaria, de Cavalaria ou ainda de Engenharia pertencentes ao Exército. Ela só se diferencia das unidades supracitadas pelo estatuto de seus homens.

A peculiaridade vinculada ao estatuto militar “à titre étranger” (a título estrangeiro) faz com que a Legião destaca-se contando com um organismo diferente das demais unidades : o comando da Legião
Estrangeira. Subordinado a um oficial general, este comando consiste num Estado-Maior, baseado na cidade de  “Aubagne”, e em dois regimentos com vocação particular : o 1° Regimento Estrangeiro, estacionado em “Aubagne”, que se apresenta como a sede da Legião Estrangeira, e o 4° Regimento Estrangeiro, localizado em Castelnaudary, a quem incumbe a Instrução a ser ministrada na Legião Estrangeira.

Atualmente, a Legião Estrangeira conta com um efetivo composto por cerca de 7.655 homens distribuídos da seguinte forma : 411 oficiais, 1731 sargentos e 5513 legionários constituindo 10 regimentos. Todos eles estão repartidos em dez Regimentos. Sete deles permanecem na metrópole e três situam-se, longe dela, nos Departamentos e territórios franceses de Além-Mar (Guiana, Maiote) ou ainda no Exterior (na República de Djibuti).

A especificidade da Legião Estrangeira
A especificidade da Legião Estrangeira baseia-se em três características, conforme a seguir :

A - A Legião Estrangeira perfaz uma formação de combate, composta por estrangeiros que são diretamente subordinados a um comando francês. O legionário alista-se na Legião Estrangeira e não num regimento ou numa especialidade. É a Legião que encarrega-se de enviá-lo para um determinado Regimento ou para uma especialidade específica, escolhida de acordo com as necessidades do momento.

B - O legionário é um voluntário regido por contrato. Esta medida estende-se também aos subtenentes. Todos os subtenentes que pertencem à Legião Estrangeira, iniciam sua carreira militar como simples praça legionário. O contrato inicial tem uma duração de cinco anos. A renovação do referido contrato que tem uma duração de seis meses, de um, dois ou até três anos, submete-se à aprovação do General, comandante da Legião Estrangeira. 10% dos oficiais da Legião Estrangeira originam-se do Quadro dos Subtenentes. Esses oficiais “ à titre étranger” (a título estrangeiro), são também regidos por contrato com prazo determinado.

C – O candidato pode alistar-se mediante simples declaração de identidade . A Legião proporciona através desta medida uma segunda chance àqueles que desejam distanciar-se e até esquecer do passado, no intuito de iniciar uma nova vida. Esta cláusula estende-se também ao candidato francês que quiser ingressar na Legião.

Estrutura


Em 2006, cerca de 8.000 homens perpetuam a tradição da Legião Estrangeira Francesa: 400 oficiais, 1.600 sub-oficiais (NCOs) e 6.000 legionários, divididos em dois tipos de regimentos.

2 Regimentos que formam “o pedestal” da Legião:

Eles asseguram a administração geral da Legião, em proveito do Comando da Legião estrangeira, no caso do 1eme RE - 1e Régiment Étranger - 1º Regimento Estrangeiro, situado em Aubagne, França, e a instrução dos legionários e dos quadros com o 4eme RE - 4e Régiment Étranger - 4º Regimento Estrangeiro, situado em Castelnaudary, França.

1°eme RE - 1e Régiment Étranger - 1º Regimento Estrangeiro

Histórico

Constitui o Comando da Legião e tem função primordial na conservação das tradições. Criado em 1841, está baseado no quartel de Vienot em Aubagne, França desde 1962. O 1°eme RE é o decano dos regimentos da Legião, pois é o herdeiro em linha direta da velha legião estangeira de 1831. É de fato o "guardião da tradição" e o "depósito de relíquias" da Legião. Deste aspecto histórico, o 1°eme RE representa a parte da caminhada essencial no percurso do legionário. Ele lá que acontece o debute da sua carreira, no Centro de Seleção e de incorporação (CSI), e o fim da sua instrução.

Com o transcurso dos anos, a sua história se confundiu com a da Legião; Devido as circunstâncias e as campanhas seus batalhões serviram de base para a criação dos outros regimentos estrangeiros.

Por sua vocação funcional presente o 1ºeme RE  se constitui hoje na "la maison mère" da Legião Estrangeira.

Mas nem sempre foi assim, como estava a frente da Legião, tem uma lista de campanhas e uma  história significativa. O 1ºeme  RE participou, seja diretamente, pelo engajamento de seus batalhões orgânicos de combate, ou indiretamente, pela consignação de batalhões derivados de muitos combates.

Missão

O 1°eme RE é um regimento de vocação essencialmente administrativa (administação e recrutamento). A sua missão essencial consiste em apoiar a Legião Estrangeira e o seu Estado-Maior (COMLE).

O 1º RE é um dos dois regimentos do pedestal da legião estrangeira, carregado do apoio administrativo da sede e o recrutamento da legião estrangeira. Eficiente: 730 homens

Composição

4 companhias

* Companhia de comando e os serviços regimentais (CCSR - Compagnie de Commandement et des Services Régimentaires)

* Companhia de serviços da legião estrangeira (CSLE - Compagnie des Services de la Légion Étrangère)

* Companhia administrativa e de passagem da legião estrangeira (CAPLE - Compagnie Administrative et de Passage de la Légion Étrangère)

* Companhia de trânsito da legião estrangeira (CTLE - Compagnie de Transit de la Légion Étrangère)

Efetivo permanente:

730 homens.

4°eme RE - 4eme RE - 4e Régiment Étranger - 4º Regimento Estrangeiro

Histórico

Formado em novembro de 1920 em Marrakech, Marrocos, o 4º Regimento estrangeiro se torna 4º Regimento estrangeiro de infantaria em 1922. Hoje está baseado em Quartier Captaine Danjou em Castelnaudary, na França.

Desde a sua criação esteve envolvido na  pacificação do Marrocos lutando na guerra do Riff contra ABD el de KRIM, entre 1920 e 1934.

Dissolvido em novembro de 1940 para permitir a criação dos 11º e 12º Regimentos Estrangeiros de infantaria então do 13º DBLE, o 4º Estrangeiro é recriado em 1941 com o título de 4º DBLE. Está debaixo deste mesmo título (então debaixo do 1º REIM que tem a missão principal de contribuiu para sua constituição). Participa em 1943 da Campanha da Tunísia. É dissolvido novamente em junho de 1943, suas forças são direcionadas para o RMLE, regimento que participa de três duras campanhas da França conta a Alemanha.

É recriado em 1946, e engaja sucessivamente seus batalhões em Madagascar (entre 1947 e 1951) mas também no Extremo Oriente onde os 2º e o 5º batalhões são enviado em unidades constituídas anexadas a outros  regimentos. Dissolvido em 1951, o "4" é recriado no Marrocos em março de 1955, sendo engajado entre 1957 a 1964 na Argélia.

Em 1° de setembro de 1977, a bandeira do 4 é confiada ao regimento de instrução da legião estrangeira (RILE) isso o levou a se aquartelar em Castelnaudary, um ano depois. Em 1° de junho de 1980, a unidade passa a se chamar de 4º Regimento Estrangeiro. Implantado solidamente desde então em Castelnaudary, e possui o quartel de de DANJOU, e o quartel de LAPASSET em  em Cheminièreses.

Missões

O 4º RE é a unidade de treinamento, instrução e formação da Legião Estrangeira com 404 recrutas, 321 estagiários, (permanentes, suboficiais, oficiais 550 homens). Há dois quartéis situados em Castelnaudary, Lapasset e Danjou. O Quartel Danjou foi construído em 1986. Esse regimento não é projetado para operações.  Instruir o soldado e educar o legionário constituem a formação da base. É necessário aprender o francês pela inclinação do método «Kepi blanc». Em três línguas, uma das quais é o francês,  os futuros de legionário adquirem bases do francês sem a necessidade de sempre recorrer ao seu idioma materno. A instrução também passa pelo treinamento de vida em coletividade, essencial à integração de cada dentro da legião estrangeira.

Composição

* Uma companhia de comando e logísticas (CCL - C
ompagnie de Commandement et de Logistique)

* Três companhias engajados voluntário (CEV -
Compagnies d'Engagés Volontaires)

* Uma companhias de instrução de graduados (CIC -
Compagnies d'Instruction des Cadres)

* Uma companhia de instrução de especialista (CIS -
Compagnie d'Instruction des Spécialistes)

Efetivo permanente:

550 homens.

8 Regimentos “de combate”:

5 regimentos estão estacionados na metrópole:

1°eme REC - 1e Régiment de de Étranger Cavalerie - 1º Regimento de Cavalaria Estrangeiro. Situado em Orange, França.

É uma unidade blindada da 14ª Divisão de Infantaria do Exército francês. O 1ºeme REC é um dos dois regimentos de cavalaria da 6ª Brigada Blindada Leve (6èmeBLB). É o único regimento da legião estrangeira especializado na luta blindado e o único regimento estrangeiro dentro da arma blindada de cavalaria. É considerado a ponta de lança das forças francesas de intervenção. Está baseada no quartel de  Labouche, Orange, France, desde de 1967, quando foi transferido de vindo de Mar el  Kebir. Muitos legionários do 1ºeme REC também servem em Djibouti, dentro do esquadrão blindado da 13ª Meia Brigada de Legião Estrangeira, equipada com o ERC 90 Sagaie. Esta qualificação do pessoal é um recurso significativo para um regimento de intervenção apto a adotar várias configurações.

Histórico

O 1º REC foi criado em 1921, uma vez que a Legião só possuía unidades de infantaria. Muitos russos alistados, provenientes do exército Czar desfeito após a revolução russa de 1917 foram incorporados a nova unidade. Estes homens, cavaleiros experientes permitiram ao  1º REC impor uma disciplina que normalmente não se via nos legionários.

Tempo manteve a capacidade de adaptação do cavaleiro de legionário. Eles lutaram sucessivamente a cavalo, na Síria e entre em 1925 e 1934 no Marrocos, lutaram motorizados na França, em 1940, então na Tunísia, em 1943, antes de serem equipados como o AMS 8 americano, para a libertação da França. Legion étrangère

Entre 1947 e 1954 na Indochina, os legionários do 1°eme REC transformaram o seu regimento em uma unidade anfíbia com 18 esquadrões, enquanto lutavam a bordo de veículos Crabes e Alligators. De volta para a África do Norte em 1955, eles recuperaram o uso mais clássico dos cavaleiros blindado quando foram equipados novamente com blindados M8, em 1957.

Desde 1962 o 1º REC mudou várias vezes de estruturas e blindados (AMX 13, AML, ERC 90, AMX 10 RCS, VBL...). Ele foi engajado em muitos teatros externos: Chade, Líbano, Iraque, Camboja, Ex - Iugoslávia, Congo, República Centro Africana, Costa do Marfim.

Missão

É o único regimento da legião estrangeira especializado na luta blindado e o único regimento estrangeiro dentro da arma blindada de cavalaria. É considerado a ponta de lança das forças francesas de intervenção. O 1º Rec é um dos dois regimentos de cavalaria blindado da 6ª brigada blindada leve, o outro regimento é o 1º regimento Spahis, de Valencia.

Composição

* Um esquadrão de comando e logísticas (ECL)

* Um esquadrão administrativo e de apoio (EAS)

* Quatro esquadrões blindados.

* Um esquadrão de reconhecimento e investigação (EEI)

Equipamentos

48 AMX10RC (blindados com rodas)

Experimento

Em 2005, o 3º esquadrão do 1º REC está experimentando uma nova versão do AMX10RC em cooperação com a seção técnica do exército de terra (STAT) e o grupo industrial de armamento terrestre (GIAT). Para fazer isso, o 3º esquadrão, desde de setembro de 2005 foi equipado com 12 AMXS 10RC.

Efetivo:

900 homens.

1°eme REG - 1e Régiment de de Étranger Génie - 1º Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate. Situado em Laudun, França.

Histórico

O Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate é a unidade de engenharia de combate da 6ª Brigada Blindada Leve (6èmeBLB). Criado em 1984 com o título de  do título de 6º Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate se tornou o 1ºeme REG em 1999, com a do 2ºeme REG.

A faixa que decora a bandeira do regimento perpetua as tradições do 6º Regimento Estrangeiro de Infantaria, criado em 1939 no Levante, do qual o 6º Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate preservava as tradições até então.

Desde 1984, o 6ºeme REG - hoje 1ºeme REG - foi engajado nas principais operações do Exército francês: Chade, Kuwait, Camboja, Somália, Bósnia, Ruanda, Ex - Iugoslávia, Costa do Marfim, Afeganistão, Kosovo.

O 1ºeme REG não participa apenas de intervenções armadas mas de operações de caráter humanitário (construção de pontes, unidade móvel de tratamento de água) também em várias partes do mundo como: Somália, Ruanda, República Centro Africana, Eritréia ou Sudeste asiático, depois da Tsunami (2005).

Missões

É capaz de atuar em missões de ajuda à mobilidade, conta-mobilidade, de ajuda para a propagação e envolvimento de proteção. Ainda é capaz de realizar missões de envolvimento direto nas operações inter-armas e apoiar às operações especiais.

Composição

* Uma companhia de comando e logísticas (CCL - Compagnie de Commandement et de Logistique)

* Uma companhia de administração e apoio (CAS - Compagnie d'Administration et de Soutien)

* Uma companhia de apoio (CA - Compagnie d'Appui)

* Quatro companhias de combate

* Uma reserva especializou unidade (USR - Unité Spécialisée de Réserve)

Efetivo:

 950 homens

2e REG - 2e Régiment de Étranger Génie - 2º Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate. Situado na região de Marseille de França.

Histórico

O 2º Regimento Estrangeiro de Engenheiros de Combate é a unidade de engenheiros de combate da 27ª Brigada de infantaria de Montanha. Criado em 1999, é o mais novo regimento estrangeiro e está hoje completamente operacional. O 2ºeme REG está baseado em é implantado Saint Christol em Albion. É o herdeiro dos batalhões e companhias de engenharia de combate da Legião na Indochina.

De 2002 a 2004 o regimento enviou unidades para Afeganistão com a 27ª BIM, para missões de segurança para a formação do novo exército afegão. Operou também na Bósnia e em Kosovo.

Missões

O 2ºeme REG tem missões idênticas as do 1°eme REG, só que aplicadas ao ambiente alpino, e apóiam à 27ª Brigada de infantaria de Montanha em suas missões. Todos os legionários do 2ºeme REG passam por treinamento escalador e esquiador do exército.

O regimento conta com uma equipes especial de reconhecimento e levantamento de inteligência. Seus membros são selecionados muito cuidadosamente, e são altamente treinados em operações em montanhas, mas também são especialistas em técnicas de reconhecimento em profundidade, infiltração ofensiva em caiaques e exfiltração usando parapente.

Seus NCOs realizam cursos de qualificação na l'école militaire de Haute montagne (EMHM) de Chamonix.

Composição

* Uma companhia de comando e logísticas (CCL -  compagnie de commandement et de logistique)

* Uma companhia de administração e apoio (CAS - compagnie d'administration et de soutien )

* Uma companhia de apoio (CA - compagnie d'appui)

* Três companhias de combate.

Efetivo:

944 homens

2eeme REI - 2e Régiment d'Infanterie de Étranger - 2º Regimento de Infantaria Estrangeiro. Situado em Nimes, França.

Histórico

Criado em 1841, o 2º regimento estrangeiro de infantaria é um dos dois regimentos de infantaria blindado da 6ª Brigada Blindada Leve. Com seus 1.234 homens o 2ºeme REI constitui hoje o regimento mais numeroso da infantaria francesa.

Desde a sua criação que o 2°eme REI participa de várias campanhas da Legião. Participou ativamente na conquista e a pacificação de Argélia e do Kabylie em particular. Participa da Guerra da Criméia em onde vai em 1954 e da Campanha da Itália em 1859, onde perde o seu Comandante de Corpo, coronel Chabrieres.

Em 1863, é engajada na Campanha do México onde se cobre com a glória de Camerone, feito legendário da legião estrangeira. Ente 1884 e 1885 é engajado na conquista da Indochina, antes de de ir para o Dahomey (1892).

A Conquista Madagascar (1898-1905), e a pacificação do Marrocos (1907-1913 e 1921-1934) lhe dá a oportunidade de ganhar novamente títulos de guerra. Após a Segunda Guerra Mundial vai para a Indochina onde fica até 1954, e depois para a Argélia onde luta até 1962.

Dissolvido em 1968, o 2ºeme REI é recriado em 1972. Desde então, o 2ºeme REI participou da maioria das operações onde a França foi engajada, como atesta a lista abaixo

EPERVIER (Tchad) : 1979, DIODON (Líbano) : 1983, REQUIN (Gabão) : 1989, DAGUET (Golfo) : 1990 - 1991, APRONUC (Cambodja) : 1992 - 1993, FORPRONU (Bósnia) : 1993, TURQUOISE (Ruanda) : 1994, HERMINE (EX-Iuguslávia) : 1995, PELICAN 2 (Congo) : 1997, SALAMANDRE (EX-Iuguslávia) : 1996 - 1997, CERES (Macedônia) : 2001, TRIDENT (Kosovo) : 2002, LICORNE (Costa do Márfim) :  2003, PAMIR (Afeganistão) 2004.

Desde 2003 que o 2°eme REI tem participado de experiências militares com o numérisation de l'espace de bataille (NEB). Os seus veículos foram equipados como o sistema de informação regimental, para operarem dentro de um sistema de rede. Esta nova tecnologia que equipa veículos, estações de comando como também unidades de desembarque com terminais táticos (computadores dedicados), que permitem o compartilhamento de dados ente os veículos através de uma rede sem fio. É uma grande ferramenta de ajuda para escolher as melhores opções de ação para todo o escalão de comando. Esse sistema se chama (SIR - système s'information régimentaire).

Missões

O 2º REI teve um aumento considerável e contínuo em suas atividades operacionais durante os últimos anos. É um dos dois regimentos de infantaria blindada da 6ª Brigada Blindada Leve. Este regimento é muito móvel e tem a capacidade de ser enviado rapidamente para qualquer parte do mundo através de meios diferentes (aerotransportados ou náuticos).

Missão

O 2º REI é um dos dois regimentos de infantaria blindado da 6° brigada clara blindada (6°BLB).

Composição

* Uma companhia de comando e logísticas (CCL -
compagnie de commandement et de logistique)

* Uma companhia de administração e serviços (CAS -
compagnie d'administration et des services )

* Cinco companhias de combate

* Um companhia anti-tanque (CAC -
compagnie antichar)

* Uma companhia de esclarecimento e apoio (CEA -
compagnie d'éclairage et d'appui)

Materiais

* 135 VABS (de qual 15 VAB Hot)

* 30 VBLS

* 400 veículos de todo os tipos VBL Milan

* 39 estações de tiroteio de ERYX

* 18 estações de tiro MILAN

* 6 morteiros 81 LLRS

Efetivo

1.234 homens

2e REP - 2eme Régiment de Étranger Parachutistes - 2º Regimento de Pára-quedistas Estrangeiros. Situada em Riffali, Calvi na ilha da Córsega, desde 1967, quando veio de Bou-Sfer (Argélia).

Provavelmente é a melhor unidade da Legião Estrangeira, sendo uma unidade de elite e muitos são os que desejam fazer parte dela.

O 2em REP está alerta 24, e será a primeira unidade a ser enviada em uma crise internacional. O C.R.A.P. (Commandos de Recherche et d'Action dans la profondeur) são as "forças especiais" da Legião e fazem parte do 2eme REP. Somente oficiais podem fazer parte do C.R.A.P.

Histórico

O 2°eme REP foi criado como 2º Batalhão em outubro de 1948, em Sidi-bel-Abbés, Argélia e em 1949 é engajado na Guerra da Indochina, onde teve destaque na campanha conta o VietMinh.

em 1955, o 2° BEP volta pra a África do Norte, sendo elevado a categoria de Regimento, após a incorporação do 3° BEP. Já com a designação de 2°eme REP participa da campanha antiguerrilha da Argélia de 1956-62.

 Desde sua criação o 2º REP está sempre na vanguarda dos compromissos do exército francês, como o indica a lista de operações das quais participou esse regimento: Indochina, Argélia, Kolwezi, Chade, Líbano, Gabão, Golfo, Somália, Ruanda, Djibouti, Bósnia, República Centro Africana, Congo-Brazzaville, Bósnia, Kosovo, Costa do Marfim,,,,

Herdeiro das tradições gloriosas dos Batalhões estrangeiros de pára-quedistas da Indochina, e dos Regimentos estrangeiros de pára-quedistas da Argélia, o 2º REP é um dos quatro regimentos de infantaria do 11ª Brigada Pára-quedista. O regimento está baseado na Córsega.

Missões

Todas as quatro companhias do 2º REP dominam uma especialidade em particular. Assim sendo cada companhia é o piloto no domínio de especialidade e faz isto para o benefício do resto do regimento.

1ª companhia - Especializada em combate urbano;

2ª companhia -  Especialista em combate de montanha;

 3ª companhia - É a companhia anfíbia. Depois do salto de pára-quedas no mar tem a capacidade de chegar a costa e conduzir uma ação de infantaria em terra (infiltração em botes zodíacos ou através de caiaques);

4ª companhia - Agrupa os especialistas tiros de precisão, snipers e peritos em explosivos.

A intervenção aerotransportada é a forma de ação privilegiada do 2º REP, mas o regimento também é capaz de realizar outros tipos de intervenções.

Composição

* Uma companhia de comando e logísticas (CCL - compagnie de commandement et de logistique)

* Uma companhia de administração e apoio (CAS - compagnie d'administration et de soutien)

* Uma companhia de manutenção regimental (CMR - compagnie de maintenance régimentaire) 5° Cia

* Uma companhia de esclarecimento e apoio (CEA - compagnie d'éclairage et d'appui)

* Quatro companhias de combate

* Uma reserva companhia elementar de reserva (CER - compagnie élémentaire de réserve) 6° Cia

Efetivo:

1.160 homens.

3 formações estão estacionadas fora da metrópole:

3e REI - 3eme Régiment d'Infanterie de Étranger - 3º Regimento de Infantaria Estrangeiro. Situado em Kourou, Guiana francesa.

Histórico

Criado em 1915, é herdeiro das tradições dos dois Regimentos de Marcha da legião estrangeira, o RMLE de 1915-1918 e o um de 1943-1945, o 3º Regimento Estrangeiro de Infantaria (denominação adotada no final da Segunda Guerra Mundial em 1945) é o regimento mais condecorado da Legião Estrangeira.

Foi engajada na Indochina em 1946, e participou dos combates em Dien Bien Phu. Em 1955 é enviado para a Argélia onde participa ativamente nas operações de manutenção da ordem.

Após ter destacado um batalhão para Madagascar em 1956, toma guarda “na grande ilha” em 1962. Desde que 1973 está baseado na Guiana francesa, em Kourou.

O 3ºeme REI tem uma força de 640 homens, dos quais 280 são legionários permanentes. O resto da força vem da metrópole para permanências de quatro meses.

Missões

Um das missões essenciais do 3ºeme REI é participar na proteção do Centro Espacial da Guiana (CSG - Centre Spatial Guyanais). Antes e durante o lançamento de um foguete Ariane, o regimento reforça ao máximo a segurança vigilância, dentro de um dispositivo inter-armas, ao redor do local de lançamento. O 3ºeme REI também assegura as missões clássicas de soberania: patrulhas na fronteira com o Brasil
e o Suriname, e missões de reconhecimento na floresta.

A estas missões operacionais é somada uma missão de instrução que faz toda a fama do regimento. O Centro de Treinamento para a Floresta Equatorial (CEFE - Centre d'entraînement à la forêt équatoriale) é responsável pelo treinamento, sobrevivência e técnicas/táticas de combate na floresta equatorial. O estágio no CEFE faz parte da formação dos alunos oficiais da ESM Saint-Cyr e das melhores unidades das forças armadas francesas.

Composição

A estrutura do regimento é estreitamente ligada às suas missões e é meio muito específico em relação as operações na floresta amazônica.

* Uma companhia de comando e de apoio (CCS - compagnie de commandement et de soutien)

* Uma companhia de infantaria permanente (legião)

* Uma companhia mista rotativa (agrupando os regimentos de apoio)

* 2 modulos Proterre TTA (efetivo de uma companhia rotativa TTA)

Efetivo

640 homens

13e DBLE - 13e la de de de Démi-brigada Légion Étrangère - 13ª Meio-brigada da legião estrangeira. Situado em Djibouti.

Histórico

Criada em 20 de Fevereiro de 1940, em Sidi-Bel Abbés. A 13eme DBLE foi o primeiro embrião das Forças Francesas Livres, e realizou uma odisséia surpreendente que foi da das costas da Noruega (Narvik), passando pelo Gabão, em Eritreia, pelas areias de Bir Hakeim (Líbia), Tunísia, Itália. Em Agosto de 1944, desembarca em Provença, e participa ativamente na libertação da França, combatendo em especial no bolsão de Colmar, passando depois pela Alsácia e chegando até a Alemanha, na vitória final.

A partir de março de 1946, a 13eme DBLE vai para a Indochina. Em 1955 sai do Extremo Oriente e deixa 2.334 legionários mortos no campo, dos quais 307 sub-oficias e 80 oficiais, dos quais dois comandantes de Corpo.

Entre 1955 e 1962, a 13eme DBLE participa de operações na Argélia, em Abril de 1962 participa de operações na Somália.

A 13ª Meia Brigada da Legião Estrangeira é parte das forças francesas estacionadas em Djibouti. A presença do exército francês neste território independente desde 1977, faz parte de acordos de defesa entre a França e a República de Djibouti.

A posição estratégica de Djibouti, com saídas para o Mar Vermelho e o Canal de Suez, e a instabilidade crônica do Chifre da África, faz com que a 13eeme DBLE viva permanentemente em clima operacional. De 1991 a 1995 o regimento participou de várias operações partindo do território da República de Djibouti como por exemplo: operações ORYX e ONUSOM II na Somália (1992 - 1993), ISKOUTIR (1993 - 1995), TURQUESA em Ruanda (1994) e mais recentemente, a operação LICORNE, na Costa de Marfim (2002).

Missões

A 13eme DBLE é um dos dois regimentos inter-armas das Forças Francesas de Djibouti (FFDJ - Forces Françaises de Djibouti). As forças francesas em Djibouti, em especial a 13eme DBLE está permanentemente em clima operacional. A Meia Brigada está apta a operarem um ambiente de deserto. As extensões vastas do território de Djibouti constituem uma território ideal para grandes exercícios. A Meia Brigada criou o CECAP -
Centre d'Entraînement au Combat d'Arta Plage, em 1982 para executar uma real avaliação em termos de combate em região desértica. Por ano cerca de 1.300 alunos passam por esse treinamento em condições climáticas extremas.  

Composição

* Ua companhia de comando e de logística (CCL -  compagnie de commandement et de logistique)

* Uma companhia de manutenção (mista)

* Uma companhia de infantaria (rotativo)

* Uma companhia de engenharia de combate (rotativo)

* Um esquadrão blindado (EB)

* À estas unidades, acrescenta-se um centro de treinamento de combate no deserto estacionado em Arta Plage.

Materiais

Materiais essenciais: ERC 90 Sagaie, Vab, Vlra.

Efetivo:

740 homens

DLEM - Détachement de la Légion de Étrangère Mayotte - Destacamento da Legião Estrangeira de Mayotte. Situado em Dzaoudzi na ilha de Mayotte.

Histórico

O Destacamento foi constituído a partir lá  2ª Companhia do Batalhão de Legião Estrangeira de Madagascar (BLEM) que se instalou em 1956 na “grande ilha”, onde tinha sido formado partir de elementos provenientes do 3eme.REI.

Quando o 3eme REI que estava instalado em Diégo Suarez regressou para a Argélia em 1962 - e partiu depois de Madagascar para a Guiana em 1973, a 2ª Companhia torna-se o Destacamento de Legião Estrangeira das Comores (DLEC). Este DLEC assumi a denominação de Destacamento de Legião Estrangeira de Mayotte (DLEM) quando da independência desta ilha, em 1976.

Em 1984, recebe a guarda do estandarte do 2º Regimento Estrangeiro de Cavalaria, ele mesmo procedente em 1939 dos esquadrões do Marrocos do 1er REC. Dissolvido em 1940 para constituir o GRD 97, 2º REC tinha sido recriado em 1946 em Sidi Bel Abbés seguidamente tinha-se juntado a Oujda. Tinha participado seguidamente nas operações de manutenção da ordem na Argélia. À sua maneira, o DLEM foi um precursor do formato de unidades instaurado fora de metrópole dado que acolhe com efeito desde os anos 70 unidades rotativas…

Colocado em sentinela no Oceano Índico, para a entrada do canal de Moçambique, o Destacamento da Legião Estrangeira de Mayotte tem a sua guarnição no quartel de Cabaribère.

O DLEM está sob as ordens do Comando Superior da FAZSOI - French Forces in Indian Ocean, baseado em São Dennis. Com uma força de 240 homens dos quais 80 são da Legião permanente, o DLEM é a menor das formações da Legião Estrangeira.

Missão

O destacamento constitui uma força de soberania que pode manifestar-se pelo emprego dos seus meios leves ou constituindo plana uma forma susceptível de facilitar o compromisso de unidades externas. O Destacamento de Legião Estrangeira de Mayotte (DLEM) contribui igualmente para marcar a presença francesa sobre as Ilhas dispersas situadas entre a Madagascar e a costa africana.

A ilha constitui uma superfície excelente para a instrução náutica e operações ribeirinhas. A Legião também proporciona treinamento para forças de estados vizinhos.

Composição

* Um esquadrão (ECS - escadron de commandement et de soutien)

* Uma unidade rotativa todas as armas (TTA - unité tournante toutes armes)

Efetivo

240 Homens

LEGIÃO ESTRANGEIRA - PARTE III


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Assunto: Legião Estrangeira Francesa