Perfil da Unidade

GROM - Grupa Reagowania Operacyjno Mobilnego


Para surpresa da maioria das pessoas, quando acabou a Guerra do Iraque em 2003, o país foi dividido em três zonas: americana, britânica e polonesa. Isso mesmo! A Polônia tinham uma zona sob a sua responsabilidade em pleno Iraque.

Poucos sabem, mas a Polônia teve participação importante na captura do porto em Umm Qasr, durante os primeiros estágios do conflito. O porto era de fundamental importância para o esforço Aliado. Ao lado de outras unidades especiais, operadores do GROM capturaram o porto.

O governo polonês esperou três anos para anunciar publicamente que tinha uma unidade especial. Ela se chamava GROM - Grupa Reagowania Operacyjno Mobilnego - Grupo de Reação Operacional Móvel. A unidade era comandada por Gromoslaw Czempinski, que, durante a primeira guerra de golfo, conduziu a uma unidade polonesa no Iraque ocidental para salvar um grupo de operativos da CIA. Um dos outros homens nessa missão secreta era Slawomir Petelicki - o pai do GROM.

Operação Simoom

Essa missão liderada Czempinski se chamou Operação Simoom (Em polonês: Operacja Samum). Em 1990 os americanos pediram as agencias européias que os ajudassem a retirar do Iraque seis operativos (uma mistura de oficiais da CIA e da DIA) antes do início da Guerra do Golfo. Diversos países, tais como Rússia, Grã-Bretanha, e França se recusaram a ajudar em uma operação tão perigosa; somente a Polônia concordou em ajudar os EUA. A operação era muito arriscada porque se os operativos fossem descobertos, todos eles seriam mortos.

A Polônia tinha laços com o Iraque por longos anos por causa do trabalho de construção realizado lá pelas empresa polonesas da engenharia e por isso acionou alguns operativos para trabalharem na operação. Gromosław Czempiński foi escolhido como o comandante desta operação. Ironicamente Czempiński tinha sido no passado um espião nos Estados Unidos e realizou muitas operações contra os serviços de inteligência ocidentais.

Cena de um filme polonês sobre a Operação Simoom

O plano era restabelecer o contato com os espiões americanos escondidos e entregar a eles passaportes poloneses para escaparem do Iraque de ônibus, ao lado dos trabalhadores poloneses e russos. A fuga se deu algumas semanas depois. A execução da operação ficou mais difícil porque os iraquianos começaram a suspeitar de uma plano de fuga polonês-americano. Os agentes receberam refúgio em um acampamento polonês de uma construtora polonesa, e receberam então os passaportes e postos em um ônibus de refugiados. Um soldado iraquiano que patrulhava a fronteira e tinha estudado na Polônia e falava polonês suficiente para se comunicar parou o ônibus na fronteira e fez uma pergunta em polonês a um dos espiões americanos.

Como o americano não sabia polonês fingiu está pesadamente bêbado (uma outra versão indica que o operativo desmaiou). Não obstante, o ônibus conseguiu cruzar a beira com todos os ocupante. Os poloneses moveram os agentes para fora do Iraque e para a segurança da Turquia. Logo depois poloneses e americanos retornaram a seus países. As forças polonesas tiraram do Iraque não só os agentes, mas também mapas secretos detalhados de Bagdá e detalhes importantes sobre instalações militares iraquianas dispersas em todo o país.

Como recompensa por ter ajudado os EUA, a Polônia teve metade de sua dívida perdoado, cerca de 16,5 bilhões de dólares. Pelo menos em outras duas operações, os poloneses ajudaram uns 15 estrangeiros a escaparem, na maior parte britânicos, que poderiam ser usados por Saddam Hussein como "escudos humanos".

Criação

Petelicki apresentou a idéia de uma unidade contraterrorista altamente secreta ao novo governo democrático da Polônia em 1991. Desejando honrar o seu comandante (Gromoslaw), Petelicki nomeou a unidade de GROM (que significa Trovão em polonês). Na verdade Petelicki tentou vender a idéia de uma unidade deste tipo ainda na época do Pacto de Varsóvia, mas segundo ele "aqueles russos não gostaram de ter forças especiais de verdade operando na Polônia, temiam que nós pudéssemos começar a treinar guerra de guerrilha contra eles".

Na verdade nos anos 1970 e 1980, existiram diversas unidades das forças especiais dentro da Polônia, mas estas tinham treinamento puramente militar (sabotagem, operações atrás das linhas inimigas ou puramente de contraterrorismo. Depois que a embaixada polonesa em Berna foi tomada por terroristas em 1982, o general Edwin Rozłubirski propôs que uma unidade militar clandestina fosse estivesse estabelecida para se opor a ameaça dos terroristas internacionais e de outras ameaças não-convencionais. Esta proposta também foi rejeitada.

Mas a necessidade de uma unidade especial contra-terrorista se apresentou novamente em 1989-1990, depois da Operação Bridge, quando a Polônia ajudou judeus russos a entrarem em Israel. Judeus da antiga-União Soviética receberam permissão para emigrarem para Israel, porém por medo de represálias de extremistas islâmicos muitos países europeus não ajudaram nem deram proteção para o transporte de civis para Israel. A Polônia, entretanto, ao lado de um outros países forneceram suporte para a organização da operação, no que ficou conhecida como Operação Brigde. Os judeus soviéticos iriam para Israel via Polônia, de avião. Depois que dois diplomatas poloneses foram vitimas de um atentado em Beirute, o Tenente Coronel Sławomir Petelicki foi enviado ao Líbano para se assegurar da transferência dos civis e dos diplomatas poloneses envolvidos na operação.

Relatórios da inteligência polonesa indicaram que o Hezbollah e a OLP estavam preparando represálias dentro da fronteira polonesa. O então primeiro-ministro Tadeusz Mazowiecki reconheceu a ameaça e aprovou um plano de Petelicki para a criação de uma nova força contraterrorista. Em 8 de julho de 1990 o GROm foi criado, e formalmente chamado de JW 2305. O QG do GROM fica em Varsóvia. Seu Motto é "Polonia semper viteris".

Petelicki teve muitos candidatos no início. Os novos candidatos vieram de vários locais como do 1º Batalhão Especial Independente de Lubliniec, unidades especiais e de reconhecimento de várias divisões do Exército polonês, 6ª Brigada Aeromóvel, Mergulhadores da Marinha polonesa, Unidades anti-terroristas da Polícia e da Escola de Guerra Mecanizada de Varsóvia.

Seleção e Treinamento

Petelicki montou a primeira equipe com homens que já conhecia. A média de idade era de 30 anos. Agora a média é de 26 anos. Hoje seus membros são selecionados dentro das forças especiais do Exército (1º Regimento de Comandos) e dos mergulhadores de combate da Marinha. Mulheres também são aceitas no GROM, provavelmente no setor de inteligência e coleta de dados. De acordo com a Jane, “os candidatos ao GROM são sujeitados a um exame psicológico cruel (baseado no 22 SAS), que visa encontrar soldados confiáveis e com iniciativa, que possuam uma vontade interna de ferro.” Os candidatos aprovados nesta fase submetem-se então a um duro treinamento nas montanhas. A unidade procura indivíduos inteligentes e que tenham boa educação (cada membro, por exemplo, sabe dois idiomas estrangeiros pelo menos).

Os membros do GROM tendem a ser um pouco independente em caráter; porém, não aceitos os "intelectuais" porque, de acordo com um psicólogo do GROM, eles demonstram ser muito individualista em um ambiente onde o trabalho em equipe é essencial. O GROM tenta usar seus operadores pelo maior período de tempo  possível, porque a experiência deles é difícil substituir. Os militares que saem do GROM freqüentemente se tornam instrutores especiais em outras unidades militares. Apenas de 1% a 5% destes recrutas entram no GROM. Os primeiros instrutores de Petelicki tinham recebido treinamento nas forças especiais britânicas e americanas.

Homens do GROM em treinamento

Mas uma vez que estão dentro, ai é que o treinamento real começa. Pessoal do GROM é altamente treinado e motivado. Por exemplo, um operador do GROM pode ser um perito em operações de inteligência, reconhecimento de longo alcance, e atividades diversionárias. Leva um mínimo de 3 anos e custa aproximadamente 1 milhões de dólares para treinar plenamente um operador do GROM. As reações de um operador devem ser rápidas e corretas debaixo de situações de tensão. Em uma sessão de treinamento típica, um soldado é colocado em um quarto escuro cheio de figuras que representam os terroristas e reféns. Ele tem que escolher a própria silhueta então a qual atirar. Em outro exercício, a ele é mostrada uma fotografia de um objetivo depois do qual ele tem que atacar um quarto cheio de fumaça, selecione o próprio objetivo entre muitos presentes no quarto, e então atira nele.

Operadores do GROM assegurando um porto no Iraque

Por isso os operadores do GROM praticam duro na "killing house" (com os comandantes servindo freqüentemente no papel de "reféns"), treinam também resgate de aviões, e conduzem invasões de navios e plataformas de petróleo. Todas essas ações são realizadas com munição real. Cerca de 75% dos commandos são treinados como para-médicos (levando seus kits de primeiros-socorros juntamente com seus armamentos). Os homens também treinam saltos de pára-quedas, usando técnicas como o HAHO e HALO. Operadores do GROM são os únicos soldados nas forças armadas polonesas a executar saltos relativo a queda livre em inverno.

Mergulhadores de combate do GROM

Como a Polônia possui muitos portos todos os operadores recebem treinamento em operações marítimas e estão qualificados como mergulhadores de combate, realizando inclusive muitos exercícios conjuntos com os SEAL da US Navy. Esse mergulhadores realizam operações de salvamento em mar aberto também. Eles têm que aprender a mergulhar em várias condições e usar equipamento subaquático que não deixa rastros na superfície de água.

Os homens dessa tropa de elite estão aptos a operar tanto em regiões alpinas, como em florestas ou áreas urbanas. Os operadores do GROM estão também aptos a realizarem missões de proteção de autoridades - VIP. Eles trabalham na maior parte do tempo com quatro equipes de assalto de seis homens à exceção dos snipers que são separados porque, como explica Petelicki, “esse é um trabalho para pessoas especiais e é muito difícil substituí-las.”  Os operadores do GROM são peritos em artes marciais. Segundo Petelicki eles criaram o seu próprio estilo de luta, com a ajuda de um velho amigo que é mestre em karate e jujitsu e faixa preta do sexto dan (grau). O efetivo e a ordem de batalha do GROM são informações secretas, mas provavelmente ele seja formado por cerca de 270 homens.

Treinamento Conjunto

Os operadores do GROM constantemente treinam com unidades especiais de outras nações, em particular da OTAN, visto que a Polônia faz parte da Aliança Atlântica. Entre essas unidades especiais estão:

Special Air Service - 22 SAS - Grã-Bretanha
Special Boat Service - SBS - Grã-Bretanha
"Boinas Verdes" - EUA
Delta Force - EUA
GSG 9 - Alemanha
KSK - Alemanha
Navy SEALs - EUA
BBE - Holanda
JTF2 - Canada

Segundo Petelicki o GROM é uma mistura da Força Delta, do SAS, e dos SEALS.

Treinamento de um resgate de reféns em um avião

Missões

O GROM foi escolhido para fazer parte da Operação Democracia Restaurada, com 55 operadores na invasão do Haiti liderada pelos Estados Unidos em 1994. Porém antes disto os seus operadores foram enviados para treinar com o 3º Grupo de Forças Especiais americano, em Porto Rico, para poder conhecer melhor a situação política e social do Haiti, onde deram proteção ao Secretário Geral da ONU Buthros Ghali e ao Secretário de Defesa dos EUA William Perry em visita àquele país, além de autoridades do novo regime.

Em 1995 eles resgataram dois oficiais poloneses capturados pelos sérvios na Bósnia. Em 1997, capturaram com sucesso Slavko Dokmanovic, conhecido como “O carniceiro de Vukovar” quem foi o responsável pelo assassinato de 260 croatas. Apesar de bem-ser protegido por commandos sérvios, Dokmanovic foi capturado vivo (mas seus guarda-costas não tiveram a mesma sorte). O GROM protegeu o chefe da missão da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Embaixador William G. Walker, na visita dele em Kosovo. É dito que Embaixador Walker pediu pessoalmente para os soldados do GROM servir como guarda-costas dele. Esta escolha poderia ter sido influenciada pelo fato de que os poloneses entendem o sérvio e croata.

Em 1998, cinqüenta homens do GROM atuaram na Bósnia em apoio a um batalhão do Exército polonês estacionado lá. Mais recentemente, com a entrada da Polônia para a OTAN, seus homens têm operado em conjunto com tropas especiais dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo. Comandos do GROM foram enviados para o Afeganistão para colaborar na captura de soldados e terroristas do Taliban.

Operador do GROM no Iraque

Participou ainda da Operação Iraqi Freedom, em 2003. Na fase de invasão foi formado um Naval Task Group (NTG). Essa força tarefa foi construída em torno de um componente formado pelo SEAL Team 8 e 10, pelo GROM e pelos Commandos 40 e 42 dos Royal Marines britânicos, sob as ordens de QG da Brigada de Commando 3, e pequenas equipes do Esquadrão M do SBS britânico e da US Psyop and Civil Affairs.

O NTG lançou suas operações na noite de 20 de março. Os alvos iniciais foram as duas plataformas de petróleo. A de Mina al Bark Oil Terminal (MABOT) foi tomada pelo SEAL Team 8 e 10 (uns 35 operadores) e a plataforma de Khor al Amaya Oil Terminal (KAAOT) pelso operadores do GROM (cerca de 30 operadores). Os dois objetivos foram tomados serem resistência, apesar de em KAAOT terem sido encontrados explosivos.

A estação de bombeamento de óleo em Umm Qasr também foi capturada por uma força mista de SEALs e Royal Marines Commandos. Infelizmente houve um acidente trágico durante a  missão, quando um CH-46 dos USMC caiu vindo do Kwait trazendo uma equipe de sete membros da força de reconhecimento da Brigada de Commando 3 e membros do 29º Real Regimento Commando de Artilharia. Todos morreram além dos quatro tripulantes do CH-46.

Antes do ataque o local do assalto em Umm Qasr foi submetido a duros bombardeios de aviões AC-130 e A-10, que destruíram instalações SAM e unidades mecanizadas iraquianas. Quando em terra os SEALS e os Royal Marines tomaram o local e estabeleceram um cordão defensivo. Um controlador aéreo avançado chamou os A-10 para destruir um blindado iraquiano que se aproximou do local. Os SEALS e os Royal Marines também se infiltraram na estação de bombeamento de Al Faw tomando rapidamente a posição.

Outras operações do NTG foi a ação de três pelotões dos SEALs usando veículos DPV "buggies das dunas" contra a estação de AI Zubayr, enquanto tropas dos USMC da 1º MEF atacavam os campos de petróleo de Rumaylah
ao norte de AI Faw.

O NTG também tomou a represa de Mukarayin, 92km a de nordeste de Bagdá, prevenindo qualquer ação dos iraquianos de inundar a capital quando as forças da Coalizão entrassem lá. Seis MH-53Js foram usados para a infiltração; a aeronave da frente levou o elemento de comando e controle junto com seis snipers dos SEALs; o segundo levou 20 SEALs e dois operadores EOD anexados; o terceiro levou 35 operadores do GROM; o quarto e quinto
levaram um DPV cada e um elemento SEALs, e o sexto tinham a missão de CSAR.

O primeiro MH-53J tocou no telhado de três andares do prédio do gerador e os snipers se posicionaram para vigiar toda a área. Os elementos dos SEALs e do GROM desceram de fast-rope, infelizmente um operador do GROM quebrou a perna na descida. O DPVs foram deixados em cada uma das extremidades da represa, um apoiado por seis SEALs e o outro por quatro. Armados com .50 cal M2 e M240Gs, os buggies assumiram uma posição defensiva, abrangendo vias de acesso a barragem. Esta força combina ficou no local por cinco dias, sendo substituída por tropas da 1º Marine Expedicionary Force.

Os SEALs e GROM continuaram sua parceria muito bem sucedida pelo resto da fase de invasão, com raids e operações anti-sniper em Bagdá. Os SEALS e as equipes do SBS também garantiram as hidrovias ao redor de Umm Qasr. Eles também foram envolvidos nas missões VBSS de apreensão de embarcações iraquianas que transportavam minas marítimas, uma tarefa na qual eles receberam o apoio do RAN Clearance Diving Team 3.

Uma vez estes objetivos iniciais foram capturados, o NTG recebeu a missão de apoiar as tropas convencionais da Coalizão no sul do Iraque. O NTG recebia apoio aéreo das unidades aéreas do 15º Marine Expedicionary Unit e do 20º Esquadrão de Operações Especiais da USAF.

Petelicki disse que esse conflito salvou o GROM, pois antes dele as autoridades polonesas estavam pensando em dividir a unidade ente o Exército e a Marinha. O GROM também é responsável para proteger as reservas estratégicas da Polônia, como as plataformas de petróleo no Mar Báltico. Até 2002 no GROM somente 4 commandos foram mortos nas operações. Em 2007 a unidade foi enviada para operar no Afeganistão em apoio as ações da OTAN.

Operadores do GROM no Iraque

Especializações

Os operadores do GROM são capazes de conduzirem operações convencionais ou especiais, operações de ação direta, invasões, infiltração e exfiltração por mar, ar ou terra, recuperação de pessoal e equipamento especial, proteção dos civis, proteção de VIP,ações contraterroristas e antiterroristas, reconhecimento, operações de pacificação e restauração da paz, entre outras.

Operador do GROM com seu uniforme CT todo preto. Ele está armado com uma pistola Glock 17, uma submetralhadora MP5A5 e uma escopeta M870 Remington. Seu capacete plástico é um Protec.

Armas e equipamentos

Os operadores do GROM são livres para escolher as suas próprias armas de combate. As armas principais dos membros da unidade incluem a família de submetralhadoras HK MP-5 de 9mm, o fuzil de assalto polonês Tantal 5,45 mm (versão do russo AKS-74) e o recente Beryl .223, bem como rifles para snipers HK PSG-1 ou Mauser 86 de 7,62 mm, além de lança-granadas RPG-76 Komar e o MZP-1.

As pistolas são a Glock 1, SIG-Sauer P228, Browning HP, H&K P-8 USP. Escopeta M870 Remington. Usam também a PK e a FN Minimi PARA. O transporte aéreo da unidade fica a cargo de helicópteros PZL W-3 Sokol. Eles também usam vários modelos de lanchas rápidas e botes infláveis. No Iraque e Afeganistão usaram os Hummer HUMVEE.

Nota: Pela habilidade e profissionalismo de seus membros, o comandante e criador do GROM, coronel Slawomir Petelicki foi agraciado com uma medalha do Exército americano, sendo a primeira vez na história americana que uma unidade estrangeira recebeu tal comenda.

Estrutura

Acreditasse que existam de 270-300 operadores no GROM, alguns deles mulheres (trabalhando no setor de inteligência). Normalmente operam com quatro equipes de assalto de seis homens, além de equipes de snipers.

Hoje o GROM é considerado a melhor unidade de forças especiais entre os sócios mais novos da OTAN, ente eles Hungria e República Tcheca). O GROM evoluiu de uma unidade contraterrorista para uma unidade de forças especiais capaz de realizar missões diferentes em sua curta história.

Assim, o GROM contribui para a prontidão global de forças polonesas para agir em uma emergência, como também serve para sustentar o número de unidades especiais dentro da aliança da OTAN. O GROM relaciona a sua sua história ao CICHOCIEMNI ("escuro e silencioso"), uma unidade de operações especiais polonesa que existiu durante a Segunda Guerra Mundial.

Perfil: Sławomir Petelicki

Petelicki (agora um general aposentado). Ele nasceu em 1946 em Varsóvia. Em 1969 ele terminou a Universidade de Varsóvia como um advogado. De 1969 a 1990 ele era um Oficial de Inteligência (10 anos em operações no estrangeiro).

Entre 1990 -1995 ele foi o comandante do GROM. Por este tempo ele recebeu a Krzyz Zaslugi Za Dzielnosc (Cruz da Coragem?), a Krzyz Oficerski i Komandorski Orderu Odrodzenia Polski (a Cruz de Oficial e Comendador da Polônia?), medalhas dos EUA - Por Mérito do Exército e Medalha de Elogio do Exército (pela Operação Restauração da Democracia - Haiti). Petelicki também é membro honorário do 5º e do 10º Grupo de Forças Especiais (Boinas Verdes) dos EUA. Em dezembro de 1997 ele se tornou novamente CO do GROM por um período de dois anos.

Sławomir Petelicki

Comandantes

General de Brigada Sławomir Petelicki (13 de julho de 1990–19 de dezembro de 1995)
General de Brigada Marian Sowiński (19 de dezembro de 199–6 de dezembro de 1997)
General de Brigada Sławomir Petelicki (7 de dezembro de 1997–17 de setembro de 1999)
Coronel Zdzisław Żurawski (17 de setembro de 1999–26 de Maio de 2000)
Coronel Roman Polko (26 de Maio de 2000–11 de fevereiro de 2004)
Coronel Tadeusz Sapierzyński (11 de fevereiro de 2004– 23 de fevereiro de 2006)
General de Brigada Roman Polko (23 de fevereiro de 2006– 8 de novembro de 2006)
Coronel Piotr Patalong (8 de novembro de 2006– )

Diferença: Antiterrorismo x Contraterrorismo

O combate ao terrorismo é conduzido em duas grandes vertentes: o antiterrorismo e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende a condução das medidas de caráter eminentemente defensivo que objetivam a redução das vulnerabilidades aos atentados terroristas.

Já o contraterrorismo compreende a condução das medidas de caráter eminentemente ofensivo, tendo como alvo as diversas organizações terroristas em presença, a fim de prevenir, dissuadir, ou retaliar atos terroristas.

As atividades desenvolvidas pelos órgãos de segurança nos aeroportos; as normas que regulam o relacionamento entre passageiros e tripulações nos vôos comerciais; a fiscalização exercida pelos órgãos de controle de migração e receita nos portos, aeroportos e fronteiras; a segurança instalada na proteção aos serviços públicos essenciais, bem como o patrulhamento das principais vias de transporte e comunicações, todas estão no contexto do antiterrorismo.

As operações desencadeadas por elementos especializados visando a captura de integrantes das organizações terroristas, bem como aquelas efetuadas para liberar instalações ou reféns que venham a cair sob o controle dessas organizações, estão no contexto do contraterrorismo.


O que você achou desta página? Dê a sua opinião, ela é importante para nós.

Assunto: Polônia - GROM